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Mostrando postagens com o rótulo poema

EU SOU - por Manuela

E antes que o ano se acabe, quero compartilhar uma produção textual da Manuela feita na escola, nas aulas de escrita criativa! Sou pai, e por isso mesmo assim vou dar a opnião que ninguém pediu! Ficou demais! as referências dos animes que ela assiste são encatadoras.  Mais do que nunca sou sempre mais fã de minha pequena artista! Em tempo, o desenho não é dela. É de algum colega!

OFICINA DE ESCRITA PROF. FABRÍCIO

Dia desses participei de uma oficina de escrita criativa na escola da filhota, falamos de poesia (um tema que particularmente não entendo absolutamente nada - não que entenda de outras coisas, mas esse em especial é um pouquinho pior), e foi muito interessante descobrir as estruturas desse tipo de texto, e ao final tivéssemos que escrever um pequeno poema com 4 estrofes com 4 versos cada estrofes.... Foi sofrido, mas divertido. Como no dia eu não me atentei a uma questão chamada título, então reproduzi aqui quase exatamente como aconteceu no dia da oficina. Saudade é sopa fria Esquecida no fogão Janela aberta  Vento sem perdão Saudade é coberta rasgada Na cama esquecida Chinela virada Na cassa envelhecida Brasa sem lume Na fogueira antiga Onde sinto perfume De quem não via Banho sem vontade Na tarde infinita Toalha molhada Largada na pia

HAICAIS DE CAFÉ

Haicai, também conhecido como Haiku ou Haikai, é um poema curto de origem japonesa. A palavra “haicai” é formada por dois termos: “hai” (brincadeira, gracejo) e “kai” (harmonia, realização), o que representa um poema humorístico. Essa forma poética foi criada no século XVI e acabou se popularizando pelo mundo. No Brasil, o haicai chegou no século XX, influenciado pela França e trazido também pelos imigrantes japoneses. O teórico literário Afrânio Peixoto foi um dos primeiros a apresentar essa forma poética no país. Ele comparou os haicais às trovas, descrevendo-os como tercetos breves com versos de cinco, sete e cinco pés, totalizando dezessete sílabas. Hoje, muitos escritores aderiram ao estilo, e nomes como Paulo Leminski, Millôr Fernandes e Olga Savary se destacam na produção de haicais brasileiros Os haicais capturam momentos fugazes, revelando emoções, imagens e sugestões com encanto intraduzível. São pequenas pérolas poéticas que nos conectam à simplicidade e beleza da vida . Caf...

FADO DE VILA BOA - PÁDUA

A cidade de Goiás, antiga Vila Boa, primeira capital de Goiás é um lugar encantador. Casa de Cora, Coreto, a arte maravilhosa de Goiadira de Couto, a tradição do Fogaréu. Goiás não é velho, é Patrimônio da Humanidade!   Fado De Vila Boa A vila se chamou Vila Boa So além mar de Lisbnoa Cruz do índio Goyá A vila, minha terra encantada, Não tem ouro e nem prata Tudo brilha por si Vida não conhece fronteiras Mãe de outras bandeiras Em nome de Deus Vila, Vila Boa goiana, Minha mãe lusitana Arraial de Santana Velhos farricocos, meninos Tocam todos os sinos Do amor, do destino. O rio é vermelho brilhante Onde a lua minguante Fica cheia de amor A serra é dourada de areia Goiandira semeia A essência da cor Vida, tudo é só sentimento Casa velha da ponte Fogaréu, fogaréu Vida, os mistérios são tantos... Veiga Vale fez santos Vivem no BoaMorte Cora e o poema do milho Cada mãe com seu filho Meu amor, meu exílio Tudo é poleno de paz Meu amor, meu Goiás!

BUKOWSKI E A IA

E a IA fez novamente... Pedi pra ela escrever sobre o poeta maldito, e eis o resultado Entre bares e becos sujos, um escritor boêmio andava, o gosto amargo do álcool em sua boca, e a melancolia em sua alma gravada. Com uma máquina de escrever em mãos, Bukowski derramava sua dor, sua prosa tão crua e real, era uma verdadeira revelação de amor. Seus personagens eram bêbados e loucos, perdidos em uma Los Angeles noturna, mas em suas histórias se via a humanidade, de forma crua, sem qualquer máscara. Bukowski foi um poeta da vida, de suas desilusões e paixões, suas palavras cortavam como faca, mas tocavam fundo em nossos corações. Um homem que viveu intensamente, até o fim de seus dias, e que nos deixou um legado de arte, que será lembrado por muitas gerações vazias. Assim foi Bukowski, o bêbado genial, um escritor que bebeu a vida em goles, e nos ensinou que mesmo nas trevas, podemos encontrar a beleza em nossos escolhos.

NEGRO DRAMA - RACIONAIS MC´S

Clássico dos paulistanos Racionais MC´s, Negro Drama é uma odisséia, uma aula sobre racismo e resistência. "Desde o início por ouro e prata / Olha quem morre, então veja você quem mata / Recebe o mérito, a farda que pratica o mal / Me ver pobre, preso ou morto já é cultural..." Eu lembro de uma vez ver o Emicida falando que se ele, e outros do movimento Rap, podiam hoje subir num palco e cantar suas músicas é porque lá trás os 4 Racionais tinham aberto caminho para eles. Eu conheci Racionais com a música Diário de Detento lá nos idos dos anos 90, gostava da batida do ritmo, mas não tinha consciência nenhuma do que eles diziam (não que eu tenha tanta hoje em dia). Recentemente a Netflix lançou "Racionais: Das Ruas de São Paulo pro Mundo" um baita documentário sobre a história do grupo. Vale muito a pena assistir.  

O TEMPO - CARLOS DRUMOND DE ANDRADE

Trecho do poema O TEMPO de Carlos Drumond de Andrade declamdo pelo gigante Antônio Abujamra

SOU FEITA DE RETALHOS - CORA CORALINA

Adoro Cora Coralina. Sua história de vida é algo que me impressiona demais. Recentemente a escola da minha filha passou um documentário dela como tarefa de casa ( Cora Coralina - Todas as Vidas ) onde mescla seus textos com sua trajetória. É lindo, recomendo imensamente, tá na Prime Vídeo . Esse texto em especial tenho um carinho especial. A analogia da formação e construção da nossa vida com uma colcha de retalhos é simples demais, e toda simplicidade trás por trás uma sofisticação do pensamento que é muito difícil de encontrar.

TABACARIA, FERNANDO PESSOA

O poema de Fernando Pessoa, TABACARIA, interpretado pelo gigante Antônio Abujamra em seu programa Provocações (o único provocador).

Metade, canção de Oswaldo Montenegro

Não sei se é poema ou múisica.  Sei que Oswaldo Montenegro é sensacional e eu sou muito fã de suas músicas, de seu talento, sou muito fã dele!

Ismália, por Fernanda Montenegro

Poema de Alphonsus de Guimaraens lindamente interpretdo por Fernanda Montenegro na música homônima de Emicida .